sábado, 21 de novembro de 2009
Martin Luther King: "Eu Tenho Um Sonho"
BIRMINGHAM, Alá - Um manifestante feminino é preso e levado pela polícia, 1963.
Martin Luther King, em Fevereiro de 1968, na Igreja Batista de Atlanta, Georgia, arrumando as meias da filha Bonnie King. Foto: Bento Fernandes Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

© Bruce Davidson / Magnum Photos
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.
"Livre afinal, livre afinal. "
Hinos na Prisão

Ensaio de João Tomaz Parreira
«E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam». Actos 16,25
Nesta narrativa interativa , porque designa apenas numa frase uma pluralidade de acontecimentos, sobretudo uma prática comum aos cristãos - o Louvor- , Lucas dá-nos algo mais que uma fórmula litúrgica, no que concerne aos hinos que os apóstolos entoavam. Estudiosos afirmam até que tais hinos não pertenciam aos salmos do Hallel. Assim, ocorre-nos perguntar que cânticos seriam?
No nosso trecho bíblico, o apóstolo Paulo assumiu como praxis pessoal, nos calabouços sombrios e húmidos de uma prisão macedónia, o que recomendava à Igreja de Éfeso, designadamente o uso de salmos e hinos e cânticos espirituais.
Alguns desses hinos estão no Novo Testamento, encaixados e preservados no Texto Sagrado, sendo que por vezes a linguagem da hinódia cristã tenda a ser difícil de interpretar.
Outros, porém, de uma clareza absoluta, pelo seu carácter de catequese, o que era para os cristãos do I Século imprescindível.
Os musicólogos dos vários períodos bíblicos, designaram assim a herança musical do Velho para o Novo Testamento: -a Era Bíblica, cerca de 2000 a.C até 100 d.C; - a Era do Cristianismo Primitivo, que foi do ano 100 até à Reforma.
Em qualquer dos casos, os cânticos espirituais tiveram influência no ensino bíblico, no modo de louvar e glorificar Deus, foram pedagógicos e não poucas vezes tiveram um valor psicológico como amparo da Fé no meio das perseguições ou tribulações dos crentes e da Igreja.
Depois dos Salmos e da sua incontornávl utilização litúrgica, a Igreja dos Actos dos Apóstolos terá usado o Magnificat, o chamado Cântico de Zacarias, o Nunc Dimitis de Simeão, porque representavam uma primeira hinódia conhecida, sem dúvida numa perspectiva do Velho Testamento, mas sempre apontando a Salvação levantada em Israel para a Humanidade.
Há quem mantenha a afirmação de que o Prólogo Joanino( «En arche en o logos...» ), na totalidade dos 18 versículos ou em parte, foi cântico espiritual na Igreja pelo seu conteúdo básico de teologia e cristologia. Era uma resposta inicial às grandes questões cristológicas que então o gnosticismo colocava.
«Os primeiros versos são obviamente um poema à maneira dos Estóicos»- refere
a Encyclopedia Americana. Diz esta ainda que «o Prólogo apresentou-se sob a forma de um hino, cantado na comunidade joanina antes de estar no início do Evangelho de João».
Mas os grandes(pequenos) hinos das várias igrejas fundadas pelo Apóstolo Paulo, em particular, e da Igreja Primitiva de um modo geral, estão nas Cartas paulinas. É curioso até verificarmos que no Novo Testamento grego, que procura até aos nossos dias trazer-nos os manuscritos originais, cada uma das passagens que são esses hinos cristológicos exibe os mesmos em forma de poesia. Assim tais hinos aparecem, na tradição cristã, desde as epístolas à tradição oral da Igreja do primeiro Século: Filipenses 2, 6-11 Colossenses 1, 15-20 I Timóteo 3, 16 até o próprio trecho da Carta aos Romanos 11, 33- 36.
Estes são considerados os principais. Existem, porém, mais, no interior de outras Epístolas paulinas e na I de Pedro.
A própria História Universal, ainda que ligada a aspectos particulares do modo como os primitivos Cristãos eram vistos pelo Império Romano, não deixa de vir testemunhar sobre o uso dos hinos.
Sabe-se que Plínio, o Moço (61-114 d.C), nas Epístolas X, 96, dirigidas a Trajano, elabora um pedido de « instrução a respeito dos cristãos, que se reuniam de manhã para cantar louvores a Cristo». O historiador romano referia que tais louvores em forma de hino eram dirigidos a «Christo quase deo».
Todos os hinos cristãos primitivos, seguindo primeiro o Novo Testamento e só depois alguma tradição histórica, apontavam sempre para a Cristologia. Era e é o senhorio universal de Cristo Jesus, a sua essência e origem divinas que neles são cantados. Os hinos eram por assim dizer pedagogia, tinham plasmada parte da doutrina dos apóstolos.
-Filipenses 2, 6-11
«Cristo Jesus,
que, sendo em forma de Deus,
não teve por usurpação ser igual a Deus.
Mas aniquiliou-se a si mesmo (...)
sendo obediente até à morte,
e morte de cruz.»
Considerado paradigma do hino cristológico, segundo argumentos de tradição oral antigos que saem do Novo Testamento, contém duas estrofes que ensinam ao crente a doutrina do esvasiamento de Cristo e a Sua exaltação. Ao ser entoado, o cristão primitivo comunicava a si próprio e à comunidade o percurso do Filho de Deus desde a eternidade (ser em forma de Deus) até à Cruz (obediente como servo sofredor), depois culminando com a glorificação. Na verdade, é já um clássico que consagra na bibliografia das doutrinas teológicas do NT a quenótica - do grego kenós e kenósis.
-Colossenses 1, 15-20
«O Filho do seu amor
O qual é a imagem do Deus invisível,
o primogénito de toda a criação»
Este hino celebra essencialmente o senhorio univesal de Cristo. Com este argumento, o cristão pimitivo era convidado ao louvor e, em seguida, a considerar o senhorio do Filho de Deus, Senhor da Criação e Mediador da reconciliação.
-I Timóteo 3,16
«Aquele que se manifestou em carne,
foi justificado em espírito,
visto dos anjos,
pregado aos gentios,
crido no mundo,
e recebido acima na glória»
Declaração cristã do Século I, também considerada pelos estudiosos como um cântico do Mistério Cristológico. O seu preâmbulo «Grande é o mistério da piedade» foi uma maneira de se opor à expressão contemporânea « grande é a Diana dos efésios».
Num nivel histórico, é legítimo que nos perguntemos que hinos cantavam Paulo e Silas, na prisão. Seria um desses, referenciado acima? Ou outros como os que
o próprio apóstolo Paulo transcreve na carta aos Efésios, 5,14, ou o apóstolo Pedro escreve na sua Iª, 2, 22-24. Expondo ambos o que o profeta/poeta Isaías escreveu séculos antes.
Contudo, os comentaristas põem mais empenho no facto dos apóstolos estarem a «gloriar-se no meio da tribulação », mais do que uma preocupação sobre que cânticos seriam esses. Tratava-se de uma lição de vida e do ideal cristão, a alegria por ser achado digno de sofrer por Cristo.
J.N.Darby afirma, no seu comentário ao Livro dos Actos, que «Paulo e Silas cantam, em vez de dormirem, na prisão.»
Se cantavam, entovam hinos, tais cânticos tinham uma mensagem, sem dúvida a poesia vertida em teologia.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Caiu? Levanta pô.
Pr. Márcio de Souza
Visite o blog do Pastor: http://marciodesouza.blogspot.com
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Viver é obediência
a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.
Não é difícil, após uma reflexão honesta e corajosa, chegarmos à conclusão dos deprimidos: melhor é estar morto. Foi mais ou menos isso que Paulo, em Filipenses 1.21, pois morrer para ele era lucro, pois estaria nos braços do Pai, vivendo a eternidade plena e abundante. Mas não era esse o plano de Deus para ele, o plano era outro, havia valor ainda em sua permanência. E Paulo aceitou o desafio, obedeceu, pois viver é obediência. Veja que visão da vida:
Jesus Cristo propõe uma parábola sobre os que terão direito à eternidade, e esta metáfora diz respeito ao modo como encaramos a vida, e o que esta parábola nos conta é que viver é um empreendimento.
O Dante da Poesia Bíblica
Há uma observância das normas da poética no livro bíblico do profeta Isaías.
Com efeito, existem provas incontáveis de como a melhor poesia pode prescindir do metro. No estudo de uma poética ocidental, não foi por mera referência editorial que se escreveu sobre a grande poesia que pode dispensar a metrificação, e que tal se estende até ao livro bíblico de Isaías.
É, com certeza, no âmbito do Fundamentalismo evangélico, um estilo literário, assim considerado há muito, com estudos fundamentalistas desde o princípio do século passado. «O estilo de Isaías difere amplamente de qualquer outro profeta do Antigo Testamento»- escreve o prof.George Robinson na colectânea Fundamentos (Edição de R.A.Torrey, Hagnos, pág.93)
Com efeito, a poesia existente no Livro de Isaías permite-nos que «vejamos» o que o profeta escreve e vaticina, as suas imagens, as suas metáforas.
Poderíamos dizer que na poética do profeta bíblico existe o paradigma de uma antecipação do estilo modernista, 2.600 anos antes, obedecendo no entanto ao rigor das normas hebraicas, mas com apontamentos da área dos tropos da linguagem. Como alguém considerou, é fácil descobrir que o Livro de Isaías contém mais vocabulário do que qualquer outro livro da Bíblia e artifícios de linguagem.
Assim esquematizado: ABCDDCBA ou ABBA Vejam-se dois exemplos: A-Efraim B-não invejará a Judá B- e Judá A-não oprimirá a Efraim. ( 11,13) e 55:8: A-Porque os meus pensamentos B-não são os vossos pensamentos, B-nem os vossos caminhos A-os meus caminhos, diz o Senhor.
Citando, comparativamente, o teólogo Richard Niebuhr, «Paulo foi um conservador cultural» e não rejeitamos de modo algum que tenha incluído no seu discurso em Atenas a referência a dois poetas pagãos da cultura greco-romana: Aratus e Cleantes.
A Cultura é um meio que deve dar expressão à Fé, e não um fim em si mesma. O profeta Isaías, no seu tempo antes de Cristo, não citou poetas, ele próprio foi poeta, exprimiu a sua Visão e a sua Fé no Servo Sofredor através da sua cultura poética. Isaías é um autor bíblico que explica tudo.
Outro termo utilizado é o peculiar «o Santo de Israel» que é uma particularidade que identifica o Senhor da Nação, e marca esta como constituída por um Povo peculiar e separado para corresponder ética, moral e espiritualmente à santidade.
Nesse tempo já havia termos que definiam e caracterizavam, nas literaturas clássica de antes do Velho Testamento, soberanias e autoridades, designadamente «o pastor de povos», que se referia aos reis e é designado na Ilíada e na Odisseia de Homero – os poimèn laôn.
Porquê Dante? Por este ser um admirador da arte dos Salmos? E da Roma cristã? Pelo estilo da escrita, das imagens, pela potência inventiva das frases, ou pela sua estrutura visionária da sua obra-prima? A Divina Comédia? Sobre Dante escreveu-se que ele vê e sente por imagens. Cada episódio é um reflexo variado de tudo aquilo que agita a alma de Dante.
Ele sente-se como vidente e profeta investido de uma missão divina.
Dante sofre perante tais imagens dessa visão dantesca, a que já se chamou a «danteide» desde o Paraíso ao Inferno. «Dante sofre por aqueles factos e aquelas impressões, e quer transmitir esse sofrimento; doutro modo não poderia dar a entender aquilo que deve ou quer, ou seja o aspecto e os perigos do Inferno»
Sendo considerado o primeiro dos evangelistas, viu o Amor de Deus a entrar solene com corpo no mundo antigo, a estabelecer a era da Graça. Estabeleceu na sua profecia uma moralidade transmitida por palavras poéticas e uma ética na sua narrativa que apontava os erros e o futuro de Israel e retratou quase um milénio antes o percurso evangélico de Jesus Cristo, do Advento à Cruz, com uma poética da Graça divina.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Governo pretende liberar cópia de músicas e de livros
BRASÍLIA – Guardada a sete chaves, a nova lei de Direitos Autorais, redigida pelo Ministério da Cultura, vai autorizar, pelo menos, duas práticas usuais dos jovens brasileiros. Pretende permitir, por exemplo, que os interessados em realizar fotocópias de um livro o façam da publicação completa e não apenas de pequenos trechos, como é hoje. Também vai criar uma forma legal de autorizar a cópia de músicas para aparelhos de MP3, o que hoje é ilegal e considerado pirataria.
Em entrevista ao iG, o diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves, antecipou que o texto vai buscar o equilíbrio entre a proteção aos titulares das obras e o direito do cidadão de ter acesso à cultura. “Temos uma lei muito restritiva hoje e precisamos mudar isso”, afirma. “Um universitário que quer copiar um livro acaba incorrendo em crime se xeroca a publicação inteira”, avalia. Pela proposta, será permitida a cópia de livros e a livre utilização, desde que essa cópia seja para fins educacionais, não para a utilização econômica.
“O mesmo vale para alguém que comprar um CD de algum artista e o copia para MP3. Mesmo se a pessoas pagou pelo produto, se copiar a música na íntegra é pirata”, completa. Em ambos os casos, a solução apontada pelo Ministério da Cultura é semelhante. A ideia é fazer um fundo de reserva de recursos alimentado com taxação dos produtos. Ou seja, um percentual pago à copiadora iria para um fundo destinado a reembolsar os autores e as editoras.
O mesmo argumento serve para quem abastece os aparelhos de MP3. “Esses aparelhos servem principalmente para quem baixa músicas. Então podemos pensar em cobrar uma taxa em cada venda que serviria para os direitos autorais dos artistas e gravadoras”, afirma. De acordo com ele, as duas medidas necessitam de regulamentação específica, mas não devem onerar a venda dos produtos de forma significativa.
Para a Maria Cristina Barbato, da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), a proposta é positiva. “É fato que o músico não pode mais perder como ocorre hoje cada vez mais”, afirma. A OMB representa, apenas no estado de São Paulo, 50 mil músicos. “Hoje não há controle algum e cada um faz o que quer.”
A nova lei de Direitos Autorais está sendo elaborada desde 2007 e, nas próximas semanas, deve entrar em consulta pública antes de ser encaminhado ao Congresso. Havia a expectativa de que o texto fosse apresentado durante o 3º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorreu esta semana em São Paulo. Mas o governo manteve o suspense. “Estamos com os pontos centrais já bem costurados e devemos divulgá-lo em breve”, garante Alves.
No encontro, apenas um item ficou claro a todos. O Estado quer voltar a interferir no processo e vai criar o Instituto Brasileiro de Direito Autoral, espécie de agência reguladora que teria o poder de fiscalizar, por exemplo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que distribuiu, em 2008, R$ 270 milhões em direitos autorais.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Uma pequenina luz

Poema de J.T.Parreira
Uma pequenina luz bruxuleante
Jorge de Sena
Uma pequenina luz ao longe
levíssima toca
a íris dos meus olhos, está lá
franca, límpida e sensível
à clara neblina
não é ainda a prata da aurora
Uma pequenina leve
luz ao longe
faz um buraco na treva
Avoluma-se e vem
como o dia desejado, o chão
que nos enche sob os pés
este vazio
Não é abismo, essa luz
pequenina luz ao longe
é um pequeno resíduo
de humanidade
uma estrela, a alva
espuma de uma praia
Não é ainda o mar, nem o azul
é uma pequenina leve luz
de longe, a despertar-nos.
10/11/2009
Emquete do Senado Federal perguntando aos brasileiros se são favoráveis à aprovação da Lei da Mordaça Gay volta ao site
Este texto está liberado para cópias.
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E.A.G.
Traduzindo a Palavra, transformando o Planeta - 2a Confrencia de Traducao da Biblia
Para mais informacoes, clique na imagem.
Traduzindo a Palavra, Transformando o Planeta
Dia 21/11
Das 10:00 às 18:00 horas
Auditório da Sociedade Bíblica do Brasil - São Paulo
Para maiores informações, visite: http://alumi.org.br/tb/
Quem sou eu?
Dizem que sou ovelha, mas não tenho aprisco. Aprecio passear entre os vários que existem. Em cada lugar me sinto á vontade. Especialmente onde não me conhecem, assim meus procedimentos passam incólumes. Ser comunitário, discipular e ser discipulado são coisas que não atraem minha atenção. Só trato com outras pessoas sobre assuntos não eclesiásticos, é que me entedia falar sobre igreja, Bíblia, santidade e oração.
Tenho predileção por igrejas grandes. Aquelas nas quais o pastor não tem condições de enxergar todos os membros. Creiam, grandes catedrais possuem zonas cinzentas, que se encaixam perfeitamente nas minhas aptidões. Mas pode ser uma igreja de um pastor ausente, daqueles que só aparecem aos domingos e não apertam a mão de ninguém, nem sabem o nome de seus membros. Meu microambiente perfeito é aquele no qual o pastor está sempre preocupado com alguma projeção social, viagens, reconhecimento nacional, aí se desgruda completamente de mim.
Adoro igrejas não quais não é cobrado compromisso com orgãos, projetos e programas. Nem lembro quando participei de algum deles. Eventualmente dou ofertas, mas não dizimo com regularidade, até porque estou sempre em trânsito. É bom que ninguém conte com minha contribuição, ajuda minha fluidez. Aliás, tanto faz ser uma igreja, uma rádio, um programa televisivo, não faço muita distinção entre eles. Agora que a TV abriu um espaço enorme para nós, não vejo o dia em que irei de auditório em auditório, sempre ouvindo pregações politicamente corretas e sem cobranças. Não me julguem mal, é que há tantas tendências diferentes no meio evangélico, que prefiro seguir minha própria cabeça. O que os pastores dizem na TV, rivaliza quase sempre com o que dizem nas igrejas, aí, fazer o quê? Estou pensando, seriamente, em ficar em casa, zapeando e comendo uma pipoca. Não é o máximo!?
A liturgia não me preocupa. Sou eclético. Aliás, gosto bastante de shows, onde extravaso minhas reminiscências do mundo. Vou a todas as Marchas pra Jesus. Pouca Bíblia e muita música. É a mistura perfeita. Não estou preocupado com minha apatia, até porque tenho ouvido que o que importa são os números. Por isso devemos ser milhões. Tenho amigos em todos os bairros da cidade, e sempre compartilhamos os mesmos objetivos. Adoramos igrejas aonde a música toma a maior parte do tempo. Podemos mascar nosso chiclete em paz. Enquanto o tempo passa, atualizamos nossas conversas e falamos da vida alheia. Culto não é para isso?
Por falar em mundo, não voltei pra lá ainda porque estou tão acostumado... Não faz sentido, né?
Para mim a igreja é apenas um fã clube social, um lugar para buscar relacionamentos amorosos, marcar encontros, qualquer coisa serve. Tenho medo de chorar. Minhas amigas fazem por onde não borrar a maquiagem. Procuro sentar longe de algumas pessoas que se põem a gritar para Deus, como se ele não ouvisse. Engraçado: nunca reparei que não penso o mesmo sobre os jogos de futebol, embora saiba que meus times são efêmeros. Que coisa!? Para não perder a deixa, barulho só elétrico, acústico, vindo dos instrumentos. Se tiver balanço, efusão, melhor ainda. Adoro quando o pastor manda a gente sair do chão! É pura euforia.
Acho que os cultos andam meio monótonos, tanto que confesso ter procurado umas comunidades alternativas. Daquelas que só querem saber seu apelido. É um culto mais descolado, aparece nas revistas, etc. Fui a uma que promove luta livre! Ao redor do tatame despertávamos nossos instintos mais primitivos, enquanto urrávamos para os competidores. Pode ter coisa mais evangélica do que se despir do eu?
Tenho um blog aonde descrevo minhas experiências e experimentos. Adoro falar sobre o que vejo de errado na igreja, embora não me envolva em mudança alguma. Jogar pedras nas vidraças é um excelente exercício para mim. Estou me dedicando a compilar uma série de costumes que a igreja tinha como doutrina, para espicaçar cada um daqueles pastores atrasados que viviam recomendando comedimento. Ainda bem que eles estão em extinção. Vou atirar pedras até vê-los soterrados.
Quem sou eu? Defina você. Uma árvore sem raiz? Uma ovelha sem rumo? Calma, somos muitos.
De um modo assombroso tu me formaste...
domingo, 8 de novembro de 2009
A Esposa de Martinho Lutero

"Por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher", diz o ditado. Sou admiradora de Martinho Lutero, líder da reforma protestante, mas pouco se fala de sua esposa. Tive, portanto a curiosidade de pesquisar sobre ela, a mulher que fez Lutero desistir da batina e formar uma família. É bem verdade, Lutero já não concordava com muitos preceitos do catolicismo, inclusive o celibato.
Katharina Von Bora
Fonte: A Tenda na Rocha
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A Fissão dos Idiomas

Só para dar um exemplo actual, é o que se prefigura como quase colapso do inglês em confronto com a língua hispânica, nos Estados Unidos.
Com efeito, toma-se em linha de conta a importância dessa língua e que «o Latino é uma nação dentro de outra», segundo o Instituto Cervantes. Assim, fala-se mesmo da «irresistível invasão dos hispânicos», cuja língua já ocupa 12% dos lares norte-americanos. Ora este facto presente tem também implicações na forma, no contéudo e nos meios usados para a proclamação do Evangelho e dos valores éticos e morais veiculados pela Palavra de Deus naquele país.
No mundo globalizado, cada vez mais é necessário que a Palavra divina seja compreendida, sem confusão, na própria linguagem de cada um.
"Vamos construir para nós uma cidade e uma torre cujo cume chegue até os céus. Assim nos faremos famosos. Do contrário, seremos dispersados por toda a face da terra". (Gn 11,4)
A uniformidade se estabeleceria e tomaria força contra Deus, era a Terra a disputar os Céus, a habitação do homem a demandar a divina. Esta narrativa bíblica é usada para explicar a existência de muitas línguas e raças diferentes, quando Deus multiplicou os idiomas e confundiu os falantes.Mas enquanto a soberba não subiu do coração aos olhos dos homens pós-diluvianos ,«Toda a terra usava uma só língua e as mesmas palavras. » (Ibidem, 11,1.)
O uso de uma só língua, implicava apenas um código. Era uma linguagem única e comum, sendo que Linguagem é qualquer e todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias. A dispersão de que fala o livro do Génesis, foi o arrumar lógico dos grupos de falantes pela Terra, porque a soberania e a sabedoria divinas nada deixaram ao sabor do acaso. Deus «confundiu a linguagem de toda a terra e dali os dispersou por toda a superfície dela.»(Ibidem,11,9)
O conhecido sociólogo Georges Steiner escreveu acerca do confronto entre o que chama a língua do Paraíso, como «um cristal transparente»- que era a língua de Deus- e Babel. «Babel foi uma segunda Queda, tão devastadora, sob certos aspectos, como a primeira»- escreve em «Depois de Babel». (págs 87 e 88, Relógio d’Água.)Alguns milénios a seguir – de acordo com a cronologia bíblica - , a comunicação do pensamento cristão e primeira pregação do Evangelho global a um auditório diversificado, fizeram-se, sem dúvida, com o Espírito Santo usando, não a confusão, mas a transculturalidade.
A comunicação fez-se com a gramática de Deus, na medida em que a operação linguística era da área do sobrenatural - o derramamento do Espírito Santo e o falar em línguas pentecostal -, não foram necessários tradutores para as línguas maternas dos ouvintes: partos, medos, elamitas, árabes, romanos, cretenses, gregos etc., pertencentes ao que hoje se chama de grupos das línguas afro-asiáticas e indo-europeias ocidentais.
A exactidão da mensagem foi clara e a sua contextualização integrou a história mosaica do VT e o Evangelho de Jesus Cristo, «as grandezas de Deus» que atravessaram a história bíblica de Israel, com certeza desde Abraão até ao Pentecostes. Neste dia, a glossolalia teve um sentido especial, as chamadas «línguas estranhas» foram inteligíveis, prepararam o caminho e os corações para a proto-pregação evangelística do apóstolo Pedro. A comunicação no dia de Pentecostes em várias línguas, perante o primeiro paradigma de uma globalização, não colocou em causa a identidade de cada uma das nações ali representadas, nem a identidade da Mensagem.Babel, como alguém escreveu, «resultou em profunda alienação no nível mais pessoal da comunicação, a linguagem». O Pentecostes, que mudou o paradigma da pregação, mudou também a linguagem. A norma indicava que seria doravante através da inspiração do Espírito Santo de Deus que se proclamaria a Verdade do Evangelho. Na diversidade das línguas comunicou, numa mesma linguagem celestial, a Redenção do Homem. E a Unidade dos crentes em Jesus Cristo como Igreja.
A enquete de novembro do Senado Federal sobre a Lei da Mordaça Gay
O voto NÃO não é contra os homossexuais é em favor da Democracia.
Vamos lá, e divulguemos também. Usem os blogs, os sites, os fóruns de suas comunidades virtuais, seus contatos do profile no Orkut, no Ning, os contatos de e-mail, o Twitter, o Facebook, seu telefone, o mural da sua igreja. Vote e concientize outros a votarem também.
Este texto está liberado para cópias.
E.A.G.
Plantando doçura

Relacionamento... Acredite! Esta palavra é motivo de arrepio e trauma para muita gente. Convivências difíceis, desencontros de opiniões, incompatibilidade de gênios, conflitos de gerações, intransigências, desrespeito, etc. Quem se propõe a viver com outra pessoa, seja o cônjuge, pais, amigos ou colegas de trabalho, certamente, encontrará em algum ponto do convívio grandes desafios e “sapos a engolir”. É inevitável que venham muitas decisões a se tomar, onde, pelo menos duas pessoas, terão ponto de vista diferente.
Existem aqueles que têm absoluta certeza de que jamais suportariam a convivência com sigo mesmo, estes estão a dois passos de compreender o caminho da convivência saudável. Por outro lado, existem, ainda, aqueles que defendem cegamente suas razões, sem sequer avaliar o que outros possam propor como solução. Talvez por insegurança ou complexos e travas emocionais, tais pessoas jamais conseguem se libertar do rancor como resposta ou da exigência exagerada da cobrança de perfeição, tornando-se pessoas insuportavelmente amargas e infelizes.
Mas graças a Deus, este não é um caminho sem volta! E qual é o caminho de volta então? Existe algum segredo? Sem fazer mistério algum, a boa notícia é que, não somente a sabedoria dos textos bíblicos, mas também a testificação do Espírito do Senhor Jesus em nossas mentes, removem o véu que encobre a compreensão de como alcançar plena comunhão e pacificação no convívio com outras pessoas. Pode até ser que não sejamos totalmente perfeitos hoje, mas a fé e a capacitação para mudar de atitude vêm quando nos encontramos com a Palavra de Deus, dia após dia, e ela começa a fazer efeito verdadeiro nas nossas decisões.
Quando nos tornamos não somente ouvintes da Palavra, mas praticantes, somos irremediavelmente inspirados a tomar de volta o caminho do perdão, da reconciliação e da superação dos conflitos.
Certamente, ninguém que deseja colher uvas, plantará um espinheiro. Logo, quem deseja receber carinho, precisa plantar doçura, suavidade e principalmente amor. Quem planta maldade, colherá maldade; quem planta mentira, colherá mentira; quem manda embora amigos e pessoas queridas, colherá solidão; conseqüentemente quem semeia fidelidade e verdade jamais será surpreendido pelo fruto da injustiça.
Algumas vezes não prestamos atenção em nossas respostas ásperas, estamos tão centralizados e acorrentados às nossas questões pessoais e egocêntricas que não conseguimos perceber o quanto batemos cruelmente uns nos outros com palavras e atitudes. Uma vez eu ouvi dizer que quem bate esquece, mas quem apanha não. Esta é uma grande verdade! Mas o ensinamento de Jesus não é romântico, longe da realidade humana, ele é principio verdadeiro e justo para a vida ainda hoje, é confirmado pelo poder da ressurreição e Ele diz: "Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles." (Lucas 6.31)
O amor e o caminho do perdão quebram cadeias poderosas, removem barreiras e libertam de todo o medo! Se erramos não é preciso temer ou envergonhar-se de pedir perdão. O perdão precisa se tornar natural na nossa caminhada, do contrário a falta dele será um grande entrave na jornada. Na verdade o próprio Deus semeou amor e perdão em nós, Ele nos perdoou e amou quando ainda não merecíamos, certamente Ele deseja ver frutificando o mesmo tipo de atitude em nós. Mesmo sem encontrar motivação lógica ou emocional, quando semeamos perdão, colhemos do mesmo fruto.
Em um mundo repleto de pessoas sem graça e sem doçura, recheadas de amargura, dor e tristeza, somos convidados e chamados para semear a Palavra do amor, da generosidade, do carinho, da reconciliação, do perdão e doçura.
Quando entendemos que somos diferentes uns dos outros sim, que ninguém é obrigado a pensar do mesmo modo que a gente, que temos dons e talentos diferenciados; quando preferimos valorizar a opinião do outro, do diferente, daquele que, aparentemente, não tenha muita coisa a nos acrescentar ou ensinar, mas mesmo assim semeamos reconhecimento e valorização, com certeza colheremos honra, unidade e crescimento maduro.
Quem semeia no temor a Deus, colhe sabedoria. Quem vai semeando, mesmo na dificuldade, mesmo chorando, mas acreditando na Promessa, voltará colhendo seus frutos com alegria e satisfação.
"Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também colherá." (Gálatas 6.7)
O Deus que nos plantou para Ele em amor lhe abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!









